Relaxem, esta crônica não é sobre a República Dominicana. Nem bem como sobre temas religiosos relativos à santidade do primeiro/último dia da semana. O título nada mais é do que um microrresumo de duas palavras sobre a postagem. E eu achei que "santo" ficaria legal para acompanhar o tema central.
Qualquer pessoa com QI acima de 15 já percebeu que o tema da crônica é o domingo. Bom, se alguém tem vindo ao meu blog com frequência (se for o seu caso, parabéns, você é uma raridade), deve ter notado que eu não escrevi ontem. Não, não saí de casa; não, não recebi parentes e não, não passei o dia inteiro jogando Tibia. O caso é que, tendo escrevido nos seis dias anteriores, eu achei melhor dar um tempo. E, se existe um dia específico para se dar um tempo, esse dia é obviamente o domingo.
Por que dar um tempo? Já tive outras pequenas experiências com blogs antes e, se eu aprendi uma coisa, foi que forçar-se a escrever todo dia só encerra mais rápido o estoque de inspiração. O furacão de ideias da primeira semana de atividade do blog passou, então paciência. Escrevi na sexta, escrevi no sábado, no domingo decidi não escrever. Ponto.
Por que o domingo? Antes de mais nada: por que não? O domingo, dia da semana que causa polêmica a respeito de sua ordem cronológica simplesmente por posicionar-se entre o sábado e a segunda, é o dia que reservamos para ficar em casa sem fazer nada, porque tudo fecha mais cedo e é mais preferível ir na sexta ou no sábado. Pode-se imaginar que isso só tornaria o domingo mais propício ainda para escrever, mas é justamente o contrário. Sem passeios, sem aulas, sem eventos interessantes, não há boas ideias nas quais trabalhar. Escrever cansa, e descansar um dia não mataria ninguém (provavelmente, ninguém nem notaria, no meu caso). Além disso, pulando as questões censuradas pelo princípio da indiscussão de religião, política e futebol, o domingo é o dia em que tudo o que queremos fazer é aproveitar todas as felicidades que não nos cabem durante a semana. É o dia em que preferimos ficar no sofá assistindo às Vídeocassetadas a nos lembrar do dia seguinte; em que queremos fazer o possível para abafar de nossas ideias o desgaste psicológico provocado pela segunda-feira de manhã. Tudo o que não queremos fazer no domingo é ler uma crônica escrita por um garoto e xingá-lo por supostamente assinas as crônicas que seu pai escreve. Crônicas levam a reflexões, e reflexões nos conduzem invariavelmente a pensar "Ah, droga! Amanhã é segunda-feira". Ninguém quer isso no domingo. Nem eu.
Hoje é segunda-feira. Eu tenho desprezo pelas segundas-feiras assim como qualquer estudante que preze seu tempo livre e seu sono. O dia transcorreu normalmente, exceto pelo fato de eu ter esquecido meu relógio. Com isso, o tempo pareceu passar mais lentamente, e, numa segunda-feira, isso é como assistir a uma corrida de tartarugas. Isso me deixou especialmente feliz por não ter feito nada no domingo. Quanto mais tempo se passa no domingo sem fazer nada, mais coisas podemos fazer de bom humor numa segunda-feira. Escrever uma crônica, por exemplo.
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