Primeiramente, diga-se, leitor, que isto não é uma crônica. E não da mesma forma que o cachimbo naquela pintura de René Magritte não é um cachimbo ("Ceci n'est pas une chronique"?). Isso que você agora (no seu tempo) lê e que eu agora (no meu tempo) escrevo é, para ser franco, um apelo desesperado.
Veja bem: em 24 postagens - todas destinadas a serem crônicas, embora seja discutível quais delas tiveram sucesso - e 9 meses e meio de existência quase anônima, o meu blog recebeu um total acachapante de quatro comentários. Pode-se dizer que é ótimo para um iniciante, e eu realmente não tenho argumentos para refutar essa popular posição, mas o fato é que, sendo um escritor em busca de reconhecimento, eu sou completamente a favor de qualquer coisa que seja feita em prol de uma existência com mais feedback - a saber, o seu comentário.
Não tenha medo de postar sua opinião, leitor, pois o máximo que pode acontecer é eu removê-la deste domínio por indignação e sujar seu nome no campo das relações inter-bloggers (até agora não tenho nenhuma, mas quem sabe o que o futuro me reserva?). Sua vida continuará rigorosamente a mesma. E a minha se tornará inexprimivelmente melhor.
Um true writer escreve independentemente da opinião pública, é verdade; o leitor há de compreender, todavia, que eu ainda estou em processo de me tornar um true writer, e portanto julgo-me no direito de cometer os pecados que são praxe entre os rookie writers como eu. Ocorre que, entre tais pecados, o mais urgente, na atual conjuntura, é o meu desespero por feedback.
O leitor, que sempre foi tão compreensivo, deve entender que um rookie writer do meu estrato se alimenta da sua opinião e de bolachas maisena. Como o processo de envio de bolachas maisena pelo correio envolve um denso e desagradável papelório, a maior caridade que você leitor poderia fazer pela alma que escreve estas linhas é dar a sua opinião. Seja um comentário genérico de encorajamento, seja uma crítica construtiva, seja uma réplica de trinta linhas explicando como a mídia brasileira manipula as coisas em favor da direita, não importa; eu realmente só quero deixar de ignorar seu pensamento. Não cometa o imenso egoísmo de guardar suas opiniões acerca desta coletânea de crônicas para si, leitor; dê-lhes uma existência fora da sua mente, dê-lhes uma forma através dos afamados signos latinos (ou gregos, se lhe convier), posicione-as na caixa branca sob esta postagem e deixe que eu e o mundo saibam o que você acha dessa coisa anônima que é o meu blog: é tudo o que eu lhe peço para começar dezembro com o melhor pé (não me atrevo a dizer "direito" porque talvez menosprezar os canhotos seja politicamente incorreto). Obrigado.
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